Fragmentos

A caneta BIC é cheia de historias, sabia?

Quando a NASA iniciou os estudos para lançamento de astronautas no espaço, em 1958, os cientistas descobriram que as canetas esferográficas, usadas desde a Segunda Guerra, não funcionariam com gravidade zero. E isso era um complicador para o vôo, porque muitas informações tinham de ser escritas, pois naquela época os computadores eram enormes…

E foram anos e anos de pesquisa para criar a caneta perfeita. Quem resolveu o problema foi o inventor americano Paul C. Fisher, que atualizou a esferográfica criada pelo francês Marcel Bich, vendidas na Europa desde 1949, com o nome de BIC. Com as inovações de Fisher, a BIC francesa se transformou em uma caneta revolucionária e ganhou o grande mercado norte americano.

A partir de outubro de 1968, na missão Apollo 7, as canetas BIC passaram a fazer parte do equipamento usual dos astronautas. Os russos também usaram estas mesmas canetas dois anos depois.

PORQUE AS BIC SÃO ESPECIAIS?

São pequenos detalhes que fazem a diferença:

– Alem de escreverem em gravidade zero, essas canetas também funcionam em praticamente qualquer superficie, até embaixo dágua  e em variações de temperatura que vão de 150 graus positivos a 120 graus negativos.

– Cada BIC tem tinta suficiente para escrever em até 3km de papel, se for possível medir isso… Por ser amplamente difundida no ambiente escolar, todas as fórmulas de suas tintas são atóxicas, e sua composição é regulamentada na maioria dos países onde é comercializada.

– A bolinha da ponta, que passa a tinta para o papel, é de carbureto de tungstênio, metal usado em balas de revólver e quatro vezes mais resistente do que o aço. Já o corpo é mais inofensivo, de poliestireno e polipropileno (tampa), plásticos usados em copos descartáveis.

– O corpo da caneta tem formato hexagonal, ou seja, com seis lados. Isso impede que ela role e caia da mesa… e também é mais fácil de pegar entre os dedos para escrever.

– No meio do corpo da BIC existe um pequeno furinho. Ele é responsável por manter a pressão atmosférica interna igual à externa, o que empurra a tinta para a ponta da caneta. Garantia de boa escrita.

As canetas BIC hoje dominam o mundo. São práticas e muito baratas, acessíveis a qualquer bolso. Só no Brasil são vendidas cerca de 800 mil unidades a cada ano, segundo o fabricante.

E, para se manter no topo, periodicamente seus fabricantes lançam alguma novidade. Por exemplo:

BIC de cores variadas

BIC adaptadas para companhias aéreas.

BIC com ponta retrátil e prendedor.

E até BIC banhada a ouro, prata ou aço inoxidável.

Podemos dizer que BIC é um símbolo da cultura do consumismo desenfreado,  do descartável, do “use e jogue fora”, de nossos tempos. E suas utilidades estão limitadas apenas pela nossa imaginação.