Fragmentos

Festa no céu: Juno encontra Jupiter.

 

A grande notícia para os cientistas hoje é a entrada da sonda Juno, na órbita de Júpiter.

A sonda da NASA está viajando há cinco anos movida a energia solar, e percorreu 2.800 milhões de quilômetros até alcançar Júpiter. O objetivo da missão é desvendar a estrutura do planeta, e assim coletar informações sobre o início do sistema solar e como os planetas se formaram. A estratégia da missão é se aproximar, recolher dados e sair. 
 
O problema maior é conseguir navegar ileso pela sua orbita, porque, como diz um cientista, Júpiter é  “um monstro que gira a tal velocidade que faz com que sua gravidade lance pedras gigantes, cometas e raios cósmicos para fora”. Juno terá de sobreviver ao momento vertiginoso de ser agarrada pela gravidade de Júpiter, 20.000 vezes mais forte do que a da Terra, e esse é o instante mais perigoso da missão, segundo dizem os cientistas da NASA.
Juno é a nona sonda enviada pela NASA para estudar o planeta, desde 1974, mas só uma conseguiu algum sucesso: a New Horizons, em 2007, que fez um vôo de três meses coletando algumas informações cientificas, mas foi destruída em seguida.
Para evitar estes danos, os cientistas puseram os circuitos da Juno dentro de um cofre de titânio de 1,7 centímetros de espessura, impedindo muitas partículas de atingirem o equipamento. 
Se tudo correr bem, a missão científica durará um ano. O suficiente para as 33 órbitas permitirem aos aparelhos analisarem toda a superfície de Júpiter. Apesar de todos os cuidados dos cientistas, a radiação que a Juno vai receber acabará por danificar o seu interior ao fim desse ano.
 
 
 
Maior planeta do sistema solar, Júpiter é enorme: sua massa  é superior à massa de todos os outros corpos do sistema solar, excluindo o Sol. À noite, o seu brilho só é ultrapassado por Vénus, pela Lua e, às vezes, por Marte. Júpiter é 300 vezes mais maciço que a Terra e está cinco vezes mais longe do Sol que o nosso planeta. Também é conhecido por ter o dia mais curto de todos os planetas e por orbitar o Sol uma vez a cada 11,8 anos terrestres.
ANTIGOS
Ainda no século 7 ou 8 AC, os antigos babilônios foram os primeiros a registrar observações de Júpiter, que eles chamaram de Marduk, um deus da Mesopotâmia patrono da cidade de Babilônia.
Os gregos batizaram o corpo celeste com o nome de Zeus, o deus do trovão. Os romanos chamavam o mesmo deus de Júpiter, assim, o planeta recebeu o nome dele. Em 1610, Galileu, que foi o primeiro a usar o telescópio na observação de estrelas, descobriu as luas de Júpiter: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Hoje em dia, estas são chamadas de luas de Galileu. Suas descobertas ajudaram a apoiar a teoria de Copérnico de que a Terra não era o centro do Universo.
Interessante é que, na mitologia romana, Juno é casada com Júpiter. Ele é o rei e ela a rainha dos deuses. O sexto mês do ano, Junho, tem esse nome em sua homenagem. Ela é representada pelo pavão, sua ave favorita.

Juno também pode ver através das nuvens e sempre consegue convencer o marido a fazer o que ela quer… Acho tudo bem simbólico…
E diz que em Jupiter existe a aurora boreal mais linda de todo o universo…

 

 

 

 

A Nasa até divulgou um vídeo: