Fragmentos

O pisca pisca dos pirilampos.

Acordei no meio da madrugada com o maior frio, precisei pegar outra coberta pra me aquecer e relaxar. E no quarto todo escuro,  vi algumas luzinhas brilhando no teto. Umas seis, de brilho fraquinho e quase dourado, mudando de lugar como se estivessem dançando. 
Achei que era sonho e fiquei um tempo curtindo porque era bem bonito… 
Aí voltei a dormir e sonhei que estava sendo embalada pelas pequenas fadinhas dos reinos de fantasia da minha infância.

Hoje de manhã encontrei cinco vagalumes mortos no chão. Reduzidos à sua prosaica e efêmera condição de insetos voadores, um pouco menores que mariposas, com o traseiro gordinho como o das tanajuras.
Mortos e comuns, sem nada de especial.
Acho que a luz dos pirilampos se alimenta dos sonhos das pessoas, só pode ser…


Mas na real, as comidas preferidas deles são as lesmas e os caramujos! Não sabia dessa… A gente sabe pouca coisa desses bichinhos, como que eles nascem de ovos, por exemplo, ou que as larvas também tem luzinhas nos traseiros. Mas a coisa mais importante sobre eles que aprendi hoje, é que foi baseado na sua bioluminescência que os cientistas criaram as lâmpadas de LED… Essa foi demais.

 
Quando eu era criança, nas férias na praia, uma das tarefas preferidas da noite era catar pequenos vagalumes e colocar num vidro fechado, que maldade. As vezes com papel celofane colorido dentro, pra ficar cheio de magia… Mas ficávamos com uma lanterninha linda, que durava dois três dias, e depois a tampa era aberta e os pirilampos iam embora.
Essa é uma lembrança afetiva de minha infância.
Adoro pirilampos…