Fragmentos

Parabéns, linda Clarice!

Ontem foi aniversário de Clarice Lispector, que faria 97 anos se ainda estivesse por aqui. Uma escritora fundamental pra todo mundo, que recebeu afagos em lindos textos pela internet, todos merecidos.

Sou devota dos seus escritos e dos seus pensamentos, e não vou falar aqui de todas aquelas informações que todo mundo já sabe, como que ela nasceu na Ucrânia e morou no Recife, num sobradinho que ainda existe na Praça Maciel Pinheiro, no bairro da Boa Vista, e onde hoje tem uma estátua dela na frente.

Me interessam muito mais as pequenas curiosidades sobre quem a gente admira, as intimidades, porque elas me dizem muito sobre a pessoa humana que cada um foi ou é. E as de Clarice estão todas na linda biografia escrita pelo americano Benjamim Moser que tenho aqui comigo.

Achei que vocês iam gostar de saber que:

– Quando seu primeiro romance “Perto do Coração Selvagem” foi traduzido na França, em 54, com o título de “Près du Coeur Sauvage”, a capa do livro foi criada por ninguém menos que Matisse, que trabalhava com artes gráficas naquela época.

– Em setembro de 1967, Clarice tentou apagar com as mãos um incêndio em seu quarto e ficou muito ferida. passou três dias no hospital, entre a vida e a morte. Em conseqüência do acidente, perdeu um pouco da mobilidade da mão direita.

– Clarice trabalhou como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.

– Ela gostava muito de assuntos de bruxarias, inclusive participou da I Conferência Mundial das Bruxas em 1975, na Colômbia, como convidada.

– Trabalhou como tradutora, adaptando livros de Agatha Christie, Oscar Wilde e Edgar Allan Poe. Foi responsável pela tradução, em 1976, do sucesso “Entrevista com o Vampiro”, de Anne Rice.

– Clarisse morreu de câncer em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos. Ela queria ser enterrada no Cemitério São João Batista, no Rio, mas não pôde porque era judia. Seu tumulo está no Cemitério Israelita do Caju.

 

Só tenho a lhe agradecer, linda Clarice. Você foi, e ainda é, muito importante na minha vida.