Fragmentos

Pode vir, 2018…

Mal pisquei e 2017 chegou ao fim. Esse foi um ano duro pra mim, de trabalho quase braçal pela sobrevivência, onde precisei matar um dragão por dia, as vezes com uma faquinha de descascar laranjas… e cega, ainda por cima… Tive Zika Virus, fiz duas cirurgias, fiquei sem trabalho por meses seguidos… e ainda perdi alguns amigos muito queridos, assim de repente, e não foi um nem dois, foram mais de cinco. Mas ganhei uma porção de outros, reais e virtuais, a quem me sinto ligada de uma forma muito especial.

O saldo, por isso, é bastante positivo, não tenho do que reclamar.

2017 me ensinou principalmente três coisas. A primeira é que o medo precisa ser enfrentado com coragem logo que se instala, porque não é nada, não passa de uma ilusão, mas pode tornar a nossa vida um inferno…

A segunda é saber receber, com gratidão, qualquer tipo de ajuda que venha do outro. A gente sempre tem certeza de que pode fazer tudo sozinho, mas não é verdade. Acho que aprender a receber é até mais importante que saber dar…

E a terceira, e mais importante, foi a certeza de que sou parte do todo, uma pequena partícula do universo, e que tudo o que me acontece, qualquer coisa, por pior que pareça, é pro meu bem.

Esses aprendizados foram muito importantes pra mim e é principalmente por causa deles que vou começar 2018 em paz, motivada a prosseguir no rastro dos dragões, claro, mas agora com mais criatividade, coragem e segurança.

É por isso que não desejo nada de 2018.
Só me entrego, aceito, confio e agradeço.
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Desejo o mesmo pra vocês.
Muito amor e gratidão a todos.
E um muito feliz 2018!